RIO DE JANEIRO – Um homem armado que manteve reféns dentro de um ônibus da viação Galo Branco, na ponte Rio-Niterói, na manhã desta terça-feira foi morto por snipers(franco atiradores) do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro após mais de três horas e meia de negociações pela libertação dos passageiros com as autoridades.

O sequestrador, que já havia liberado seis reféns, não resistiu ao ferimento e morreu no local, por volta das 9h, segundo confirmou o governador Wilson Witzel a jornalistas no local, para onde ele foi de helicóptero. O sequestro do ônibus fretado, que transportava trabalhadores que iam de São Gonçalo ao centro do Rio, começou por volta das 5h40. Inicialmente acreditava-se que o sequestrador estava armado com uma faca, um taser (arma de choque) e uma pistola, mas posteriormente a polícia confirmou que a arma era de brinquedo. O homem também levava uma garrafa com líquido que dizia ser gasolina. Os 37 passageiros foram liberados sem ferimentos.

“Em nenhum momento ele falou o que queria”, disse Hans Moreno, um dos passageiros feito refém à GloboNews. De acordo com a vítima, que não foi ferida, o sequestrador ia e voltava para a porta do ônibus algumas vezes, e afirmava que o episódio “entrariam para a história”, mas não deixou claro a motivação. O governador do Rio, Wilson Witzel, pousou de helicóptero na ponte após o término da ocorrência, e comemorou o desfecho com um soco no ar.  Depois, afirmou que “o ideal era que todos saíssem com vida, mas a gente teve que tomar a decisão de salvar os reféns”. Ele disse ainda ter entrado em contato com os familiares do sequestrador, que ainda não teve a identidade revelada: “Um dos familiares dele pediu desculpas a toda a sociedade, disse que alguma coisa falhou na criação. A mãe dele está muito abalada. Mas nós vamos cuidar também da família dele, pra que isso não ocorra de novo”. Segundo o governador, o sequestrador aparentemente tem algum tipo de transtorno mental.