O desembargador maranhense Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, deferiu liminar nesta quinta-feira (23), mandando soltar o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e os outros quatro presos na operação da Polícia Federal de quarta-feira (22), que apura irregularidades na liberação de verbas da pasta.

Ney Bello atendeu a pedido de advogados do ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele justificou que a defesa não teve acesso à decisão que motivou a prisão preventiva do ex-chefe do MEC. Também considerou que Milton Ribeiro não está mais no governo federal e que os fatos investigados são de meses atrás.

“Num Estado Democrático de Direito ninguém é preso sem o devido acesso à decisão que lhe conduz ao cárcere, pelo motivo óbvio de que é impossível se defender daquilo que não se sabe o que é”, diz trecho da decisão.

Foram presos, além de Milton Ribeiro, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, o advogado e ex-assessor do MEC Luciano de Freitas Musse e o ex-assessor da Prefeitura de Goiânia Helder Bartolomeu.

Ney Bello é considerado o favorito entre os quatro candidatos à vaga no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Quem escolhe o candidato agora é o presidente Jair Bolsonaro (PL).