O jornal Metropoles publicou um longo artigo de Luciana Lima, sobre os debates estratégicos dentro da oposição de esquerda à Bolsonaro, que traz algumas entrevistas importantes.

O artigo fala sobre diferentes assuntos, entre eles os pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro apresentados à Câmara dos Deputados, que marcam bem a atual divisão no campo da esquerda no Brasil. De um lado, o PT, o PSol e o PCdoB, apoiados por mais de 400 entidades. De outro, Rede, PDT e PSB.

Abaixo, o trecho sobre o PCdoB, com a opinião de Flavio Dino, governador do Maranhão.

(…)Embora o PCdoB assine o pedido com o PT, o partido, que foi um dos mais fiéis aliados durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, também se divide entre o lulismo e o antipetismo. Orlando Silva (PCdoB-SP), que pretende ser candidato à prefeitura de São Paulo, tem um diálogo bem mais próximo com Ciro e Marina. O governador do Maranhão, Flávio Dino, se diz pertencente à “esquerda lulista”. Apesar do alinhamento com Lula, ele mantém bom diálogo com Ciro e Marina e aponta o sentimento de “mágoas pretéritas” como razão do alijamento do PT.

“Acho que nesse momento ainda há muitas águas pretéritas. Não quero julgar se estão certas ou erradas. É uma constatação objetiva. São mágoas pretéritas que dificultam o diálogo. Mas nós temos que perseverar, porque ele é necessário.”