O governo do Maranhão informou no início tarde desta segunda-feira (26) que pediu a adesão do estado no decreto presidencial de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que prevê o uso das Forças Armadas em ações contra as queimadas e desmatamentos ilegais em estados que fazem parte da Amazônia Legal.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Assuntos Políticos (Secap). De acordo com o estado, o governo federal já havia oferecido ajuda para combater os incêndios por meio da parceria com as Forças Armadas. No sábado (24), o Corpo de Bombeiros se reuniu com o Exército para troca de ‘experiências, visando a realização de ações conjuntas em combate às queimadas’.

O Maranhão foi o último estado da Amazônia Legal a aderir ao decreto. Amapá, Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Tocantins e Roraima já haviam pedido ajuda ao governo federal. Um centro de operações foi instalado no Pará para monitorar as ações de combate. E em Rondônia, aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) são usados no combate aos focos.

O decreto que autoriza o uso do Exército no combate as queimadas na Amazônia, foi assinado na última sexta-feira (23) pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento, as tropas serão usadas até o dia 24 de setembro.

Queimadas no Maranhão

O Maranhão está entre os estados brasileiros que mais registraram queimadas e incêndios e lidera o ranking entre os estados do Nordeste. 

De acordo com o “Relatório Queimadas”, do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), de 154.811 focos de queimadas no país, registrados no segundo trimestre de 2019, 17.944 focos foram identificados no Nordeste, “sendo que destes, 39.9% foram registrados no Maranhão”.

Isso coloca o o território maranhense como a principal área de queimadas em todo o Nordeste. O levantamento é realizado como base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Entre os Estados com maior quantitativo de focos de queimadas na região nordestina, o Maranhão ocupou o primeiro lugar, com 7.164 focos no segundo trimestre de 2019, seguido pelos estados da Bahia, com o total de 6.189 (34.4%) e o Piauí, com 3.416 (19.03%) focos”, aponta o documento do Imesc, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Programas Estratégicos.

Segundo o relatório, os números só não foram maiores porque neste ano choveu demais no Maranhão.

Entre os municípios com maior concentração de focos no Estado, no acumulado dos meses de abril, maio e junho destacam-se: Balsas, Mirador, Fernando Falcão, Carolina, Riachão, Grajaú, Loreto, São Félix de Balsas, Alto do Parnaíba e Sambaíba. Nesses, houve aumento das queimadas em relação a 2018.