Buscar
Davinópolis

Vereador do Maranhão é preso suspeito de participar de fraude milionária que pode chegar a R$ 300 milhões

Redação

Vereador do Maranhão é preso suspeito de participar de fraude milionária que pode chegar a R$ 300 milhões

Nessa quinta-feira (7), um vereador identificado como Edson Júnior Leal, conhecido como Buguila, da cidade de Davinópolis, no Maranhão, foi preso em um desdobramento de uma operação da Polícia Civil chamada “Testa de Ferro”, que investiga uma quadrilha que cometia fraudes em contas bancárias.

De acordo com a polícia, o vereador é suspeito de ter ligação com um casal preso em Goiânia no final do mês passado. O político seria um dos responsáveis por indicar pessoas dispostas a cederem suas contas bancárias para o depósito e saque dos valores obtidos por meio da fraude.

A prisão do vereador foi realizada por agentes da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do DF (PCDF) com apoio da Polícia Civil do Maranhão, através da 10ª DRPC, por intermédio do Grupo de Pronto Emprego (GPE).

Ainda segundo a polícia, o grupo criminoso atua há mais de uma década, principalmente no Centro Oeste e no Pará. Uma das vítimas, proprietária de uma empresa de calçados, chegou a perder mais de R$ 1,4 milhões. A polícia acredita que as fraudes praticadas pela quadrilha podem ser equivalentes a mais de R$ 300 milhões, e muitas vítimas ainda devem ser identificadas.

As investigações começaram em 2019, quando a polícia realizou a prisão de suspeitos que faziam saques, transferências e conversão de moeda nacional em dólar em uma agência bancária. As investigações apontaram que essas pessoas eram à base da pirâmide da organização e que emprestavam suas contas para serem beneficiadas com o dinheiro do furto. Em um segundo patamar, havia os recrutadores de conta bancária e, acima deles, os gerentes de operações.

O dinheiro dos furtos era transferido para contas dos beneficiários. Assim que os valores ingressavam nessas contas, os gerentes de operações transportavam os beneficiários até caixas eletrônicos e lá determinavam quais operações bancárias seriam realizadas. Por vezes, essas pessoas possuíam máquinas de cartões de crédito fantasmas para realizar compras simuladas nos cartões desses beneficiários.

Como era o golpe

O líder ou um hacker disparava mensagens de texto de celular contendo links que, quando clicados, instalavam um malware no aparelho da vítima. Confirmada a infecção, integrantes da organização criminosa realizavam contato telefônico se passando por funcionários da instituição bancária a fim de que a vítima fornecesse autorizações e credenciais de segurança adicionais para a realização das transferências. O dinheiro era destinado de forma pulverizada para diversas outras contas de pessoas que as cediam para a organização.